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"Look to the West."
Quatro palavras e uma direção. O flavor text da P2000 Imperial Dragon não descreve a arma, não descreve o design, não faz piada — aponta. Olhe para o Oeste. E a direção depende de onde você está. Da China, olhar para o Oeste é olhar para a Índia — a terra do Buda, o destino da Jornada ao Oeste, o épico do século XVI em que o monge Xuanzang viaja rumo ao Ocidente em busca dos sutras sagrados. Olhar para o Oeste é buscar iluminação. Mas da China, olhar mais além — além da Índia, além do Oriente Médio, até a Europa — é olhar para um continente que matava dragões em vez de venerá-los. São Jorge, Sigurd, Beowulf: o Ocidente tratou o dragão como monstro. O Oriente o tratou como deus. "Look to the West" é o dragão imperial dizendo ao Ocidente: vocês estiveram errados o tempo todo.
O dragão chinês — lóng — não é o dragão europeu. Não tem asas. Não cospe fogo. Não guarda tesouros em cavernas. O lóng é uma criatura serpentina que voa sem asas, controla a chuva, e representa o poder cósmico do imperador. É a essência do yang — o princípio masculino, ativo, celestial. E o número de garras define a hierarquia.
Durante a dinastia Yuan, o dragão de cinco garras foi designado exclusivamente para o Filho do Céu — o imperador. Príncipes usavam quatro garras. Nobres usavam três. Na dinastia Ming, a lei se endureceu: usar a imagem do dragão imperial de cinco garras sem autorização era traição, punível com a execução do infrator e de todo o seu clã. O dragão não era decoração. Era lei. A diferença entre cinco garras e quatro garras era a diferença entre o trono e o cadafalso.
"Imperial Dragon" não é nome genérico. É o nome do dragão do imperador — o de cinco garras, o proibido, o que só existia nas vestes imperiais, nos tetos do Palácio Proibido, nos selos que carimbavam decretos. A P2000 Imperial Dragon carrega no nome o símbolo mais poderoso e mais regulado da civilização chinesa. Uma pistola de serviço CT vestida com o direito divino de um imperador.
"It has been custom painted with the motif of a dragon using red metallic paints."
Vermelho metálico. O vermelho não é qualquer vermelho. É metálico — com brilho, com reflexo, com a profundidade de uma superfície laqueada. Na China, o vermelho é a cor mais auspiciosa: boa sorte, prosperidade, alegria, proteção contra espíritos malignos. É a cor dos portões do Palácio Proibido, dos envelopes de Ano Novo, das vestes nupciais. E quando aplicado em laca — a resina natural da árvore Toxicodendron vernicifluum — o vermelho ganha a profundidade que a P2000 Imperial Dragon imita: camadas sobre camadas, cada uma polida até o brilho aparecer por baixo da anterior.
A tinta metálica sobre o polímero e o aço da P2000 funciona como laca imperial digital. O dragão serpenteia pelo slide e pelo frame, vermelho sobre fundo escuro, as escamas capturando luz em cada ângulo de inspeção. O float vai de 0.00 a 0.63 — não chega a Battle-Scarred. A laca imperial não desgasta até o ponto de descamação. O vermelho pode opacificar, pode perder brilho, mas não desaparece. O dragão aguenta até Well-Worn. Depois disso, nem o imperador pode protegê-lo.
A Gamma Case chegou em 15 de junho de 2016, na atualização "Gamma Exposure." Dezessete skins e seis novos finishes de faca — a geração que trouxe Autotronic, Lore, Gamma Doppler, Black Laminate, Bright Water e Freehand. Duas Covert: M4A1-S Mecha Industries e M4A4 Desolate Space. Três Classified: P2000 Imperial Dragon, AWP Phobos e SG 553 Triarch. O dragão imperial divide o tier com o medo (Phobos — deus grego do terror) e a tríade (Triarch — governo de três).
Um ano depois, em setembro de 2017, o CS:GO lançaria oficialmente na China via Perfect World. A atualização se chamaria "China, are you ready?" O dragão imperial apareceu antes — em junho de 2016, na Gamma Case — como se preparasse o caminho. O símbolo do imperador chinês, pintado numa pistola ocidental, um ano antes de o jogo chegar à China. "Look to the West" — o dragão já estava olhando.
E a P2000 é a pistola CT que não se esconde. Onde a USP-S tem supressor e silêncio, a P2000 tem treze balas no magazine e nenhum silenciador. É a escolha de quem prefere capacidade a discrição. O dragão imperial não sussurra. Anuncia-se. Em vermelho metálico, com cinco garras, na pistola que tem munição para ser ouvida.
A P2000 Amber Fade é gradiente dourado — a transição suave de âmbar a ouro, a beleza mineral que não conta histórias. A AK-47 Fire Serpent é a outra serpente vermelha do CS2 — a Operation Bravo de 2013, a pele que definiu o que mitologia significa num rifle. A Imperial Dragon é posterior à Fire Serpent e mais específica: onde a Fire Serpent é serpente genérica em chamas, a Imperial Dragon é o dragão do imperador — cinco garras, vermelho de laca, poder que executava clãs inteiros.
A P2000 Imperial Dragon é Classified na Gamma Case — Custom Paint Job, float de 0.00 a 0.63, junho de 2016, The Honey Badger + Gorb. Dragão vermelho metálico sobre slide e frame, a serpente imperial que só o Filho do Céu podia exibir. "Look to the West." O Oriente venerou o dragão por cinco mil anos. O Ocidente tentou matá-lo. Na P2000 Imperial Dragon, o dragão olha para o Oeste — e o Oeste, desta vez, não segura uma espada. Segura uma pistola decorada com o símbolo que só um imperador tinha o direito de usar. O dragão não veio para ser morto. Veio para ser vestido.
