
Métricas de mercado agregadas de todas as condições
Termina em WW (Sem Veterana)
Em 1986, Charles A. "Mickey" Finn — um designer de armas com uma visão peculiar — submeteu sua criação aos testes mais rigorosos que o Exército Americano poderia impor. Cortar arame farpado. Arrombar portas de veículos. Cortar madeira. Resistir a quedas de altura. Sobreviver a exposição prolongada em água salgada.
O M9 Phrobis III foi a única entre 50 concorrentes a apresentar taxa de falha zero.
Trinta anos depois, essa mesma lâmina — digitalizada pixel por pixel no CS:GO — recebeu um acabamento que transformaria sua identidade militar em algo mais primitivo. O Tiger Tooth não apenas decorou o M9 Bayonet; deu a ela instintos de caçador.
Mickey Finn tinha uma filosofia simples: ele queria criar "uma espécie de canivete suíço para uso em campo, a partir de uma faca de verdade que também pudesse ser usada para combate militar". A ideia parece óbvia hoje, mas em 1985 representava uma ruptura.
O Exército Americano havia aposentado a baioneta M7 em 1973. A mudança de táticas militares e a crescente dependência de tecnologia tornavam o combate corpo a corpo improvável. Mas soldados ainda precisavam cortar coisas. Abrir latas. Serrar galhos. Improvisar soluções no campo.
O M9 nasceu dessa necessidade prática: 18 centímetros de lâmina projetada não apenas para perfurar, mas para servir. Com sua bainha especial, funcionava como cortador de arame. A lâmina serrilhada cortava metal. O desenho permitia uso como chave de fenda, abridor de garrafas, ferramenta multiuso.
Há uma ironia que poucos conhecem: o M9 é uma cópia refinada da baioneta soviética 6H3, desenvolvida para o fuzil AKM. Finn estudou o design do inimigo, identificou suas qualidades e as aprimorou. O resultado foi uma arma americana construída sobre fundamentos russos — um casamento improvável da Guerra Fria que produziu uma das ferramentas mais versáteis já criadas para combate.
A Buck Knives produziu 325.000 unidades entre 1987 e 1989. Depois, outros fabricantes assumiram: LanCay, Ontario, Tri-Technologies. O design de Finn se espalhou pelo mundo, equipando soldados americanos por décadas.
Até os Marines abandonarem o M9 em 2003, substituindo-o pelo OKC-3S. E até o XM7 — o primeiro fuzil a ser distribuído para uma grande força militar sem suporte para baioneta — começar a tornar todo o conceito obsoleto.
O M9 físico está morrendo. Mas sua versão digital nunca esteve mais viva.
Oito de janeiro de 2015. A Valve lança a update "Full Spectrum", introduzindo a Chroma Case ao CS:GO. Entre os novos acabamentos, um se destacava: o Tiger Tooth — dourado intenso atravessado por listras negras que evocavam a pelagem do maior felino asiático.
O M9 Bayonet, com sua lâmina longa e serrilhada, oferecia uma tela perfeita para o novo acabamento. As listras diagonais acompanhavam toda a extensão da faca, criando a ilusão de movimento mesmo quando parada. O dourado metálico capturava a luz de forma diferente em cada ângulo.
A combinação criou algo inesperado: uma arma projetada para funcionalidade militar transformada em objeto de contemplação estética. O M9 original não se importava com beleza — importava-se com não quebrar. O M9 Tiger Tooth mantinha a silhueta utilitária, mas vestia cores que nenhum soldado jamais usaria em combate real.
O Tiger Tooth pertence à categoria "Anodized Multicolored" — processo que aplica camadas de tinta translúcida sobre base cromada. O resultado é um dourado reluzente, quase líquido, interrompido por listras escuras que seguem padrões diagonais ao longo da lâmina.
Diferente do Karambit Doppler e suas fases, ou de acabamentos que variam dramaticamente com o pattern index, o Tiger Tooth usa sistema relativamente estático. Cada exemplar compartilha a mesma estética base. Não existem variações raras que justifiquem sobrepreços extremos. A beleza está na consistência, não na loteria.
O M9 Bayonet Tiger Tooth existe apenas entre 0.00 e 0.08 de float value — disponível somente em Factory New e Minimal Wear. Essa faixa comprimida garante que mesmo exemplares de maior desgaste mantenham aparência impressionante.
O dourado permanece brilhante. As listras permanecem definidas. É uma skin que resiste ao conceito de degradação dentro dos parâmetros do jogo. Um Tiger Tooth com float 0.07 não parece dramaticamente pior que um 0.01 — a diferença está nos detalhes, não na impressão geral.
O Tiger Tooth foi aplicado a praticamente todas as facas do CS2, criando uma das maiores famílias de skins do jogo. Vinte modelos diferentes carregam as listras douradas:
Da Karambit Tiger Tooth — onde a lâmina curva inspirada em garras de tigre finalmente veste a pelagem do felino — à Butterfly Knife Tiger Tooth, cujos flips contínuos transformam o dourado em espetáculo hipnótico. Do Gut Knife Tiger Tooth compacto ao Bowie Knife Tiger Tooth imponente.
Mas o M9 Bayonet ocupa posição única nessa família. É a faca com história militar mais documentada. Cada Tiger Tooth em outras lâminas é estética; no M9, é também um contraste. A ferramenta de guerra vestindo cores de predador. O utilitário encontrando o selvagem.
O M9 Bayonet Tiger Tooth pode ser obtido exclusivamente nas caixas da série Chroma:
| Caixa | Lançamento | Observação |
|---|---|---|
| Chroma Case | Janeiro 2015 | Original, introduziu o acabamento |
| Chroma 2 Case | Abril 2015 | Expansão da linha |
| Chroma 3 Case | Fevereiro 2016 | Conclusão da trilogia |
A série Chroma representa um período específico na evolução do CS:GO — a transição de acabamentos tradicionais para experimentais. Tiger Tooth, Doppler e Marble Fade nasceram juntos e definiram uma nova era.
Com uma década desde o lançamento, as Chroma Cases se tornaram relíquias. A popularidade de 95% do M9 Bayonet Tiger Tooth no mercado atual atesta sua permanência: uma das skins mais desejadas do jogo, mantendo relevância anos após sua introdução.
As listras do tigre carregam significados que atravessam culturas e séculos.
Na China e na Índia, o animal simboliza proteção, vitalidade, força e imprevisibilidade. Soldados chineses dos séculos XIX e XX usavam padrões de tigre em uniformes e escudos para representar bravura.
No hinduísmo, o tigre representa realeza e poder destemido. No final do século XVIII, as listras de tigre tornaram-se símbolo do reinado de Tipu Sultan em Mysore, na Índia — desde moedas até armas, tudo era adornado com o padrão como demonstração de força e proteção.
As listras servem propósito prático na natureza: camuflagem. Predadores de topo, tigres precisam se aproximar da presa antes do ataque. O padrão quebra a silhueta do animal na vegetação, tornando-o quase invisível até que seja tarde demais.
No M9 Bayonet Tiger Tooth, essa simbologia ganha nova camada. A ferramenta militar projetada para precisão e confiabilidade agora carrega os signos do predador perfeito. A lâmina que passou por testes de resistência extremos veste as cores de um animal que é, em si, uma máquina de eficiência.
Existe algo fascinante na transformação do M9. Mickey Finn projetou uma faca para ser ignorada — quanto menos um soldado pensasse nela enquanto cortava arame ou abria latas, melhor o design tinha funcionado. Era uma ferramenta, não um objeto de desejo.
O CS:GO inverteu essa lógica completamente.
O M9 Bayonet Tiger Tooth é projetado para ser notado. Cada rotação durante a inspeção existe para mostrar o dourado. Cada animação de saque celebra a presença da faca. É uma ferramenta transformada em troféu.
E talvez essa seja a verdadeira história. O M9 físico está sendo aposentado. Os fuzis modernos não têm mais suporte para baioneta. A era do combate corpo a corpo militar acabou. Mas a silhueta que Mickey Finn desenhou — a mesma que venceu 50 concorrentes sem uma falha — sobrevive em milhões de inventários digitais.
Vestida de dourado. Carregando listras de predador. Mais relevante do que jamais foi em qualquer campo de batalha real.
O M9 Bayonet Tiger Tooth representa a colisão entre dois mundos: a funcionalidade militar implacável do design de Mickey Finn e a estética predatória do acabamento Tiger Tooth. É uma faca que nasceu para ser útil e foi transformada em objeto de contemplação.
A história do M9 original — a competição vencida com zero falhas, a produção em massa pela Buck Knives, a linhagem soviética que poucos conhecem — adiciona peso a cada exemplar digital. Não é apenas uma skin bonita. É uma ferramenta com pedigree.
O dourado reluzente e as listras negras oferecem consistência visual que poucos acabamentos alcançam. Sem variações de fase, sem patterns raros, sem loteria. Cada M9 Bayonet Tiger Tooth carrega a mesma presença — o mesmo contraste entre precisão militar e instinto selvagem.
A baioneta que nunca falhou agora carrega as cores de um predador que nunca erra o bote.