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Passe os olhos pelos nomes da coleção. SG 553 Integrale — a Lancia Delta Integrale, a máquina que dominou o rali mundial por seis anos seguidos. Dual Berettas Twin Turbo — dois turbocompressores, a engenharia que dobra a potência. USP-S Check Engine — a luz amarela no painel que avisa que algo está errado. SSG 08 Hand Brake — o freio de mão que trava as rodas para virar a curva. Sawed-Off Brake Light — a luz que acende quando o pé pisa o pedal. Glock-18 High Beam — o farol alto. R8 Revolver Nitro — óxido nitroso, o impulso que ignora os limites do motor. M4A4 Converter — o catalisador. MAC-10 Calf Skin — o couro de bezerro que forra os bancos de um Gran Turismo. PP-Bizon Candy Apple — o vermelho Candy Apple, a cor clássica de carroceria que toda Ferrari e todo muscle car dividem.
A coleção inteira é uma garagem. Cada skin é um componente, um acessório, um termo do vocabulário automotivo convertido em acabamento de arma. E no meio das peças de motor, uma pistola coberta de xadrez borgonha com inscrições em italiano: a P250 Vino Primo. A garrafa no porta-luvas.
A 2018 Inferno Collection não apareceu por acaso. Chegou em setembro de 2018, junto com o Major FACEIT London, como a coleção souvenir do mapa Inferno. E Inferno não é qualquer cenário — é uma cidade italiana.
A Valve redesenhou Inferno em outubro de 2016, e o mapa que emergiu é uma carta de amor à Toscana. Ruas estreitas de paralelepípedo, torres de pedra, telhados de terracota. A inspiração mais próxima é San Gimignano — a cidade medieval famosa por suas torres, construídas por famílias rivais competindo por altura e prestígio. San Gimignano também é famosa por outra coisa: Vernaccia, o vinho branco toscano que em 1966 se tornou o primeiro da Itália a receber a denominação de origem controlada. Uma cidade de torres e vinhedos. Um cenário de combate que é uma vinícola.
O mapa confirma. Nas paredes voltadas para o bombsite A, lê-se "VINO AUTY" — a vinícola fictícia batizada em homenagem a Christopher Auty, criador original do mapa. O que era uma biblioteca no layout antigo virou adega na versão CS2 — os jogadores ainda usam o callout velho, mas o espaço agora guarda garrafas, não livros. O logo "CROSINI" no CT spawn é desenhado como uma versão do logo da Martini, a multinacional italiana de bebidas. Garrafas de vinho aparecem como props espalhados pelas áreas jogáveis. Inferno não é um mapa que tem vinho. É um mapa sobre vinho.
A P250 Vino Primo é o produto local. A skin que a cidade fabricou.
O design da Vino Primo faz algo sutil que resume a coleção inteira em uma única arma. O slide — a parte superior da pistola, a primeira coisa que o olho encontra — é pintado em borgonha profundo. E gravado nele, em tipografia que imita inscrição de rótulo: "Quattro Ruote" e o número "65."
Quattroruote é a revista de automóveis mais influente da Itália. Fundada em 1956 pelo empresário Gianni Mazzocchi, publicada sem interrupção desde então, com pista de testes própria em Vairano di Vidigulfo. O nome significa "quatro rodas" — a definição mais literal possível de um automóvel. E a referência está gravada no slide de uma pistola chamada "Vino Primo," dentro de uma coleção automotiva, em um mapa que é vinícola. A revista de carros no rótulo do vinho.
O grip carrega um inserto de couro borgonha — calf skin, o mesmo material que dá nome à MAC-10 da coleção. O padrão xadrez que cobre o corpo mistura as cores de um tinto encorpado — roxo, borgonha, ameixa — com a textura geométrica de um acabamento automotivo vintage. Pintado à mão pela Valve, cada detalhe é duplo: o que parece rótulo de vinho é painel de instrumento, o que parece couro de poltrona italiana é couro de banco de carro. A skin existe onde o Barolo encontra a Barchetta.
"Your finest red." O flavor text funciona dos dois lados. Na enoteca: seu melhor tinto. Na garagem: seu melhor vermelho.
A P250 Franklin é dinheiro — cem dólares estampados na arma de trezentos. A P250 See Ya Later é despedida retro. A P250 Nevermore é Poe e escuridão. A P250 Cassette é nostalgia analógica. A Vino Primo é Itália — a Itália que existe na interseção entre velocidade e prazer, entre curva fechada e mesa posta, entre o motor que ruge e a rolha que sai.
"Vino Primo" — primeiro vinho, melhor vinho. Em italiano, primo carrega os dois sentidos: o que vem antes de tudo e o que está acima de tudo. A P250 é a pistola que aparece antes de tudo — rodada inicial, eco, o momento em que o jogo ainda não decidiu o que vai ser. E a MP7 Fade, da mesma coleção, é a submetralhadora que a OTAN projetou para furar coletes e que alguém cobriu de gradiente cromado. Se o Fade é o hot rod da garagem, a Vino Primo é a adega ao lado.
A 2018 Inferno Collection mandou seus jogadores para uma road trip italiana. Deu a eles faróis, freios, turbo, nitro, couro e um catalisador. Mas toda estrada italiana tem um destino, e o destino é sempre o mesmo: uma mesa sob uma parreira, uma vista para colinas toscanas, e alguém perguntando o que você quer beber. A P250 Vino Primo é a resposta que a coleção dá para si mesma. "Your finest red." O melhor tinto da casa — servido no mapa que é vinícola, na pistola que cabe na mão.
