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"But look at the time!"
O flavor text da P250 Inferno é uma frase que todo mundo já disse — aquele momento de surpresa ao perceber quão tarde ficou. Mas sobre uma skin que retrata um dos mapas mais antigos do Counter-Strike, dentro de uma coleção que celebra 20 anos da franquia, a frase ganha peso. Vinte anos. Olhe para o relógio. O tempo passou e de_inferno ainda está lá — com as mesmas paredes de pedra, a mesma hera, e o mesmo sino que toca quando alguém atira na torre.
de_inferno entrou no Counter-Strike em 2001, no Update 1.1. Christopher "Narby" Auty o desenhou em duas semanas. A versão original era uma vila no Oriente Médio — becos apertados num vilarejo insurgente. Era funcional, mas sem identidade visual marcante.
A transformação veio no Counter-Strike: Source, em 2005. A Valve reimaginou de_inferno como uma vila europeia — pedra clara, telhados de terracota, arcos e vegetação. Em outubro de 2016, o mapa recebeu sua overhaul definitiva no CS:GO: caminhos mais largos, visibilidade melhor, e a consolidação da identidade mediterrânea que o define desde então. Paredes cobertas de hera. Placas de rua em italiano — "Via Adamo" perto da Banana (homenagem a Adam "friberg" Friberg, o "King of Banana"), "Via Dante" no Alt Mid, "Corso Inferno" no Middle. Uma torre com sinos que tocam quando atingidos por balas. A vila digital mais próxima de San Gimignano que qualquer jogo já construiu.
A P250 Inferno captura essa versão madura — a vila italiana depois de quinze anos de iteração, no momento exato em que Counter-Strike completava duas décadas.
"A custom paint job which reflects the ethos of de_inferno has been applied." Não é inspiração. É retrato.
O corpo da P250 é coberto por uma parede de pedra em tons de bege, marrom e amarelo — a paleta exata da alvenaria de de_inferno. Sobre a parede, ramos de hera verde serpenteiam pelas laterais, replicando a vegetação que cobre praticamente toda superfície vertical do mapa. E perto do cano, em laranja, uma placa com a letra "B" e uma seta apontando a direção — a sinalização que guia jogadores pela Banana até o Bombsite B.
A seta no cano aponta para onde o cano aponta. No mapa, é o caminho para o B. Na mão do jogador, é a arma que ele carrega pelo caminho. O acabamento Custom Paint Job permite esse nível de detalhe narrativo: não é um padrão geométrico ou uma textura abstrata. É uma cena — uma parede específica, numa rua específica, de um mapa específico. Enquanto a P250 Sand Dune da Dust 2 Collection é apenas a cor do deserto aplicada sem mediação, a Inferno é o mapa em si: paisagem com profundidade, vegetação e sinalização.
O float vai de 0.00 a 0.68. Em Factory New, a hera é vívida e a placa do B é nítida como sinalização recém-pintada. Com o desgaste, a pedra escurece, a hera perde saturação e a seta laranja desvanece — a vila envelhecendo como vilas reais envelhecem, uma camada de tempo sobre outra.
A CS20 Collection foi lançada em 18 de outubro de 2019 no update "Cache and Release" — a celebração dos 20 anos de Counter-Strike. O primeiro beta público saiu em 19 de junho de 1999. Duas décadas depois, a Valve abriu um case que funciona como cápsula do tempo.
Cada skin é uma referência. As Dual Berettas Elite 1.6 carregam no nome a versão que definiu uma geração. A MAC-10 Classic Crate evoca os primeiros weapon cases. A FAMAS Commemoration é literalmente uma comemoração — texto de aniversário impresso sobre a arma. O M249 Aztec homenageia de_aztec, o mapa que desapareceu do pool competitivo. O MAG-7 Popdog referencia o callout lendário de Train. E o item especial é a Classic Knife — a faca original do Counter-Strike, restaurada com acabamentos modernos.
A P250 Inferno é a representante de de_inferno nesse museu. E a raridade faz sentido: Restricted — nem tão rara quanto o Aztec perdido, nem tão comum quanto uma Mil-Spec. Inferno não é o mapa mais raro do Counter-Strike. É o que resistiu. Presente em todo Major, todo matchmaking, todo servidor casual desde 2001. É permanência, não escassez.
"But look at the time!" funciona em três frequências.
No mapa, é a torre com sino — o marco arquitetônico de de_inferno, visível desde o spawn, com sinos que tocam quando alguém atira neles. A vila italiana onde o tempo parece congelado na Idade Média, mas que esconde relógios por toda parte.
No gameplay, é o round timer e a C4. Inferno é um mapa definido por tempo. O CT que segura a Banana precisa decidir em segundos se fica ou rotaciona quando ouve passos em Apartments. O T que quer plantar no B precisa de controle temporal preciso: fumaça, molotov, flash, tudo cronometrado para abrir o caminho. Retakes em B são corridas contra o relógio da bomba. Cada round em Inferno é uma negociação com o tempo.
E na CS20 Collection, é a exclamação de quem olha para trás e percebe que vinte anos se passaram. O Counter-Strike de 1999 — um mod de Half-Life sem skins, sem inventário, sem economia — virou uma franquia que celebra duas décadas com dezessete skins homenageando a si mesma. "But look at the time!" É surpresa, nostalgia e urgência ao mesmo tempo.
A P250 Inferno é de_inferno condensado numa pistola. Hera sobre pedra, a placa laranja do B Site no cano, a paleta mediterrânea que vinte anos de iteração refinaram — tudo comprimido numa Custom Paint Job sobre uma P250 Restricted da CS20 Collection. O flavor text resume o que a skin, a coleção e o mapa compartilham: "But look at the time!" — a surpresa de perceber que o relógio não parou. Vinte anos de Counter-Strike. Duas semanas de design original que viraram duas décadas de refinamento. E de_inferno ainda está lá, com mais hera nas paredes, caminhos mais largos e sinos que continuam tocando. O tempo passa. A vila fica.
