MP7 Mischief Minimal Wear - Preço e onde comprar no CS2
MP7 Mil-Spec Grade ST™

MP7 | Mischief

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The Prisma Collection
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Volume 7d
137trades
Atividade moderada
Liquidez
97/100
Fácil de revender
Trend 30d
-23.81%
Tendência de queda
Menor preço
R$ 0,79
Preço médio
R$ 16,62
Maior preço
R$ 110,95

Sobre MP7 | Mischief

Up to no good

A frase é curta — três palavras sem pontuação nem complemento — e, à primeira vista, pode passar por comentário solto, do tipo que alguém diria ao ver outra pessoa com um olhar um pouco suspeito. Em tradução direta: aprontando, em má conduta, tramando alguma coisa que não é bom. Funciona sozinha. Mas quem leu Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, ou assistiu à adaptação cinematográfica, reconhece na hora que aquelas três palavras são só a cauda de uma fórmula maior que o livro inteiro trata como ritual.

O ritual do Mapa do Maroto

A fórmula completa, no original em inglês, é "I solemnly swear that I am up to no good". Em tradução direta ao português: juro solenemente que não estou tramando nada que preste. É o que Harry fala, varinha sobre um pergaminho aparentemente em branco, para acionar o Mapa do Maroto — a carta mágica criada por quatro ex-alunos de Hogwarts conhecidos pelos apelidos Aluado, Almofadinhas, Rabicho e Pontas. Ao ouvir a fórmula, o pergaminho deixa de ser vazio: tinta aparece, linhas se desenham, e o mapa inteiro da escola se revela, junto com o movimento em tempo real de cada pessoa que anda pelos corredores, estudantes, professores, fantasmas, animais inclusive.

O ritual tem um par. Quando Harry termina de consultar o mapa e quer apagá-lo antes que alguém mais o veja, ele toca o pergaminho com a varinha de novo e diz "mischief managed"travessura feita, na tradução brasileira da saga. A tinta recua, as linhas somem, o pergaminho volta a ser pergaminho neutro, e o mapa desaparece até a próxima consulta.

O interesse para a leitura desta skin é que ela junta as duas extremidades do ritual. O nome da peça é Mischief — a palavra central da fórmula de fechamento. O flavor text é up to no good — a cauda da fórmula de abertura. O acabamento como um todo referencia o mesmo gesto mágico a partir dos dois pontos em que ele acontece no livro: no momento em que a varinha aciona o pergaminho, e no momento em que a varinha o apaga.

Duas palavras em separado podiam ser coincidência. As duas pontas de um mesmo ritual soam como referência deliberada. É leitura inferencial — a Valve não publicou confirmação —, mas a coincidência textual é forte o suficiente para tratar o Mapa do Maroto como a leitura mais plausível por trás do par nome-mais-flavor-text.

O sorriso desenhado sobre o vermelho

A descrição técnica que o jogo exibe ao inspecionar a peça é uma das mais literais do catálogo. Diz, em uma única frase: um sorriso preocupante em preto e branco foi pintado sobre uma base vermelha. Não há camada adicional de explicação, não há menção a técnica complicada, não há inventário de tintas nem de etapas de envelhecimento. A skin é o que a descrição diz. Uma superfície vermelha servindo de fundo, e um sorriso desenhado por cima.

A escolha da palavra concerningpreocupante, inquietante — é o detalhe que evita que a frase caia em piada chapada. Não é um sorriso alegre, não é um sorriso amigável, não é um sorriso simpático. É preocupante. É um sorriso que alguém desenha quando quer passar impressão de bom humor enquanto, por baixo da curva dos lábios, faz outra coisa. Linhas abertas demais, dentes marcados demais, ausência das outras feições do rosto que dariam contexto. A cartilha do creepy smile — o sorriso que sorri mais do que devia —, aplicada sobre o metal de uma submetralhadora como se fosse grafite em parede abandonada.

O vermelho de base funciona como tela. É uma cor de alto contraste, que empurra o preto do desenho para frente e destaca o branco dos dentes sem precisar de sombra intermediária. A combinação — vermelho saturado, preto, branco — é o vocabulário gráfico de pôster punk, de capa de zine, de grafite de muro. Não tenta ser militar. Não tenta ser industrial. Não tenta ser realista. Tenta ser sinal, ícone visto à distância, forma que chega ao olho antes de o cérebro terminar de processar. Um sorriso sobre fundo vermelho é um símbolo antes de ser uma pintura.

Estavos e o registro do grafite

A skin foi submetida ao Steam Workshop por um community creator chamado Estavos, um nome que não aparece com frequência no catálogo de peças selecionadas e sobre o qual os materiais públicos oferecem pouca informação biográfica. É um dos muitos designers que entraram na órbita do Counter-Strike pelo Workshop sem depois virar nome de capa — alguém que fez a peça, submeteu, foi selecionado pela Valve para entrar numa case, e seguiu. Não há um portfólio extenso para desenhar conclusões estilísticas a partir de outros trabalhos conhecidos do mesmo autor.

O que a skin sugere, visualmente, é vocabulário de grafite e de pichação. A paleta é de cartaz punk. O traço do sorriso tem o peso de marcador permanente, com bordas irregulares e espessura que varia ao longo da curva. A ausência de gradientes refinados ou efeitos iridescentes — que são comuns em muitas skins da mesma coleção — coloca a Mischief num registro quase oposto ao da moda visual dominante da Prisma Case. Enquanto outras peças da coleção tratam o metal como superfície para absorver luz em camadas coloridas sobrepostas, a Mischief trata o metal como parede para receber marca direta. É skin de quem pensa arma como suporte de desenho feito no calor do momento, não como objeto onde um efeito cromático pode ser polido em laboratório.

Essa leitura é inferência editorial, não declaração pública do autor. Mas a coerência entre paleta, traço e tom do nome aponta na mesma direção, e é o tipo de consistência que transforma uma skin de tier baixo, que poderia ter passado despercebida, numa peça com identidade própria dentro da própria case.

A skin que nunca sai impecável

Há uma característica técnica da Mischief que merece ser mencionada sem entrar em números: o float mínimo da peça não chega ao valor que permitiria o acabamento Factory New. Na prática, nenhuma unidade da skin, por mais sortudo que seja o drop, é entregue em estado de vitrine. A skin começa a existir já com algum grau de desgaste — Minimal Wear é o melhor exterior possível no catálogo dela —, e daí ela desce pela sequência de condições usadas até Battle-Scarred, ponto em que a marca do tempo aparece de forma mais agressiva sobre o sorriso e sobre a base vermelha.

Essa restrição, que em outras peças seria só um detalhe frio de produção, combina quase perfeitamente com a narrativa que a skin constrói por fora. Uma peça chamada Mischief, com flavor text anunciando up to no good e visual de pichação sobre o metal, não teria muito sentido se pudesse ser exibida como peça imaculada de showroom, pronta para vitrine, sem uma única marca de uso. O desenho no metal não é de algo novo — é de algo que já está em curso. O sorriso sobre o vermelho não foi pintado por um artesão calmo em bancada; foi pintado, pela narrativa da skin, por alguém que estava aprontando. Uma peça assim nascer já com marca de uso é coerência entre o que a produção entrega e o que o nome anuncia.

É possível que a decisão do float mínimo tenha sido intencional; é possível que tenha sido acidente técnico. Não há documentação pública do designer explicando a escolha. Mas, intencional ou não, a restrição colabora com a leitura da peça. A Mischief não vai ter uma versão perfeita. Ela não existe nesse modo. O catálogo decidiu assim, e o nome combina.

A MP7 e o registro do round estranho

A arma sobre a qual tudo isso pousa é uma submetralhadora compacta que o jogo categoriza como SMG disponível para os dois lados. A MP7 tem pente generoso, cadência alta, dispersão coerente com o tipo — e é comumente escolhida em rounds em que um time está jogando com orçamento reduzido, ou em modalidade de anti-eco, quando o objetivo é acumular economia matando adversários de baixo investimento sem gastar um rifle inteiro. Entre as SMGs do slot, a MP7 ocupa uma posição de meio termo: não é a mais simples nem a mais completa do grupo, e costuma aparecer quando o round exige pegada de SMG sem que o time se comprometa com a alternativa mais básica.

Esse papel importa para como a Mischief lê. Uma skin de travessura sobre uma arma usada em round fora do roteiro — aquele em que ninguém espera o kill limpo, em que o jogador que compra a SMG muitas vezes está jogando por fora da jogada principal — combina os dois registros sem precisar explicar. A MP7 é a arma que, quando aparece no round certo, tem cara de quem está aprontando alguma coisa. É a submetralhadora do momento em que o dinheiro não está certo, em que o rifle não foi comprado, em que o time decidiu que ia fazer algo diferente do que o adversário estava esperando. Up to no good como flavor text casa com esse vocabulário competitivo quase acidentalmente, e é esse tipo de casamento que faz uma skin de tier baixo parecer maior do que a sua raridade mecânica sugere.

A peça está disponível com StatTrak™ ativável. Nesse contexto específico, o contador cumpre uma função narrativa discreta: cada eliminação registrada é mais uma travessura consolidada sobre a superfície já gasta do metal. A skin nasce marcada pelo desgaste inicial e acumula, à medida que o jogador usa, a contagem das vezes em que aprontou alguma coisa.

Cabe registrar, como contraponto do catálogo, que a MP7 recebe tratamento visual radicalmente diferente em outras peças. A MP7 Armor Core, Mil-Spec de outra case, pinta a mesma arma com vocabulário de gunsmith técnico — paleta contida, referência industrial, registro de equipamento de operador. As duas peças atravessam a mesma submetralhadora por rotas opostas: a Armor Core como ferramenta controlada, a Mischief como parede disponível para o grafite de alguém que está aprontando. Mesma plataforma, dois idiomas completamente distintos.

A Prisma Case e a cor como tema

A Mischief pertence à The Prisma Collection, a coleção que acompanhou a Prisma Case — um dos containers cuja marca visual foi, desde o início, o tratamento cromático. O nome da case não é acidente. Prisma é o objeto óptico que decompõe a luz branca nas cores do espectro visível, e várias peças da coleção tratam o acabamento do metal como superfície que absorve e devolve a luz em camadas quentes e frias sobrepostas. A Desert Eagle Light Rail é um dos exemplos mais diretos dessa lógica — tons iridescentes que deslizam entre si conforme o ângulo da arma —, e a UMP-45 Moonrise segue o mesmo registro de fade cromático, com cores que mudam conforme a peça é virada.

A cascata tradicional de raridades está presente. No tier Covert, a coleção tem duas âncoras, com destaque para a M4A4 The Emperor — o rifle com iconografia de carta de tarot, uma das peças pelas quais a case costuma ser lembrada primeiro. Abaixo vêm três Classified, depois um conjunto de Restricted (Light Rail, Moonrise e outras), e no Mil-Spec aparece o tier mais amplo da coleção. Ali moram, entre outras, a AK-47 Uncharted, a FAMAS Crypsis, a Galil AR Akoben, a P250 Verdigris, a P90 Off World, a MAC-10 Whitefish e a própria MP7 Mischief. É o bloco onde os drops mais comuns se distribuem, e onde a variedade temática é maior — cada peça resolve o próprio suporte por um caminho diferente, sem obrigação de falar a mesma língua visual da peça ao lado.

Dentro desse conjunto, a Mischief é uma das peças que menos obedecem ao vocabulário cromático dominante. Enquanto várias das vizinhas usam a paleta colorida para deslizar tons sobrepostos em camadas de efeito óptico, a Mischief escolhe vermelho saturado e grafite de sorriso. É quase um contraponto dentro da própria case — uma skin que aceita estar numa coleção chamada Prisma sem participar do jogo óptico da maioria. Está no catálogo pelo nome de fora da temática visual, e é a própria amplitude da Prisma Case que permite isso: a case é ampla o suficiente para acolher peças que não precisam todas falar a mesma língua, e a Mischief é uma das que usaram essa folga para ir por outro caminho. Em vez de decompor luz, desenha um sorriso.

O Veredito

A MP7 | Mischief é uma das peças mais limpas do catálogo no que diz respeito à relação entre nome, flavor text e referência cultural. O par Mischief / up to no good é a palavra central da fórmula de fechamento e a cauda da fórmula de abertura do ritual do Mapa do Maroto em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban — um gesto com duas pontas, e a skin cita as duas. Não é recorte aleatório nem coincidência lexical. É a mesma obra lida duas vezes, uma pelo título e outra pelo texto que aparece quando o jogador inspeciona a peça no inventário.

O visual acompanha o registro sem tentar alinhá-lo a outra coisa. Vermelho saturado como tela, sorriso preocupante em preto e branco desenhado sobre o metal, paleta de pichação em vez de efeito iridescente. A peça é deliberadamente estranha dentro da Prisma Case — onde outras skins decompõem luz em camadas cromáticas — exatamente porque optou por falar com o vocabulário do grafite urbano. O vocabulário está mais próximo do cartaz punk, da capa de zine e do marcador permanente do que do laboratório de acabamentos iridescentes que a maioria das vizinhas habita.

Há, ainda, a curiosidade técnica que colabora silenciosamente com tudo isso. A skin não é entregue em condição impecável. O float mínimo exclui o acabamento Factory New, o que significa que nenhuma unidade existe como peça de vitrine imaculada. A Mischief nasce já com algum grau de desgaste incorporado. Em outras peças, essa restrição seria um detalhe frio de produção, mencionado em rodapé técnico. Aqui, ela conversa com o nome, com o flavor text, com o sorriso de grafite. Uma skin chamada Travessura que nunca sai impecável. Um sorriso sobre o metal que, pela narrativa que a peça constrói, já foi pintado num momento anterior ao momento em que o jogador recebe a arma em drop.

Por cima de tudo, a arma é a MP7 — a submetralhadora dos rounds fora do roteiro, do anti-eco, do meio termo do orçamento onde o rifle não veio e o time decidiu aprontar. A mesma arma que o catálogo também carrega em registro oposto, como a MP7 Armor Core em vocabulário de gunsmith técnico. Duas peças, dois idiomas, a mesma plataforma.

O encanto da Mischief está em não tentar esconder nada. Ela é citação de Harry Potter no nome e no flavor text. Ela é grafite punk no visual. Ela é skin que não sai impecável. Ela é a arma do round improvável. Cada camada se anuncia, e cada camada é exatamente o que diz. Não há glossário a decifrar, não há layer oculto que precise de pista secundária, não há decisão autoral que exija entrevista para ser compreendida. É só olhar o sorriso sobre o vermelho e lembrar que alguém, em algum lugar, jurou solenemente que não estava tramando nada que prestasse.

E a tinta começou a aparecer.

Perguntas frequentes sobre MP7 | Mischief

Respostas rápidas com base em dados atualizados de marketplaces.

Quanto custa a MP7 | Mischief em CS2?

A MP7 | Mischief custa entre R$1 e R$111 em BRL, dependendo do exterior e do marketplace. Preços monitorados em 10 marketplaces.

Quais exteriors da MP7 | Mischief estão disponíveis?

A MP7 | Mischief pode ser encontrada nos seguintes exteriors: Minimal Wear, Field-Tested, Well-Worn, Battle-Scarred. Cada exterior tem float range próprio e afeta o preço e a procura pela skin.

Qual a raridade da MP7 | Mischief?

A MP7 | Mischief é classificada como Mil-Spec Grade (mil-spec). A raridade influencia diretamente o preço e a liquidez da skin no mercado.

A MP7 | Mischief é líquida? Consigo revender rápido?

Foram 137 negociações da MP7 | Mischief nos últimos 7 dias somando todos os exteriors. Liquidez alta — a skin costuma vender rápido nos marketplaces principais.

De qual coleção é a MP7 | Mischief?

A MP7 | Mischief faz parte da coleção The Prisma Collection. Skins da mesma coleção normalmente compartilham temática visual e podem ter dinâmicas de preço correlacionadas.

The Prisma Collection

2COVERT3CLASSIFIED2RESTRICTED2MIL-SPEC
9 skins

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