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"The red sun rises."
Quatro palavras. O nome de um país inteiro. Japão — 日本, Nihon — significa literalmente "origem do sol." 日 é sol; 本 é origem. Em 607 d.C., o príncipe Shōtoku enviou uma carta ao imperador Yang da China que começava com: "Do imperador da terra onde o sol nasce." A identidade nacional japonesa está fundada na posição geográfica: o arquipélago está a leste do continente asiático, onde o sol aparece primeiro. E o flavor text da MP9 Mount Fuji destila essa identidade em quatro palavras: o sol vermelho se levanta. Não sobre qualquer paisagem — sobre o Fuji, a montanha que define o horizonte onde o sol nasce.
Fuji-san. 3.776 metros. O ponto mais alto do Japão. Um estratovulcão que se ergueu há mais de 400 mil anos na confluência de três placas tectônicas — a Eurasiana, a Filipina e a do Pacífico — e que, visto de longe, apresenta a silhueta cônica mais reconhecível do planeta. Nenhuma outra montanha no mundo é identificável por uma única linha.
No xintoísmo, o Fuji é morada de Konohanasakuya-hime — a deusa das flores de cerejeira, da fertilidade e do fogo. Seu nome significa "princesa que faz as flores dos picos desabrocharem." A deusa que governa a montanha governa também a impermanência: flores de cerejeira duram uma semana. E o vulcão sobre o qual ela reina é exatamente isso — uma montanha que parece eterna mas que, em termos geológicos, é um dispositivo temporário de acúmulo de magma.
Em 2013, a UNESCO inscreveu o Fuji como Patrimônio Mundial Cultural — não natural. A distinção é crucial: o Fuji não foi reconhecido pela geologia. Foi reconhecido pelo que a geologia inspirou: arte, religião, peregrinação. A montanha é patrimônio pelo que os humanos fizeram com ela, não pelo que ela é.
Entre 1823 e 1831, Katsushika Hokusai — gravurista japonês, então com mais de sessenta anos — produziu a série Fugaku Sanjūrokkei: Trinta e Seis Vistas do Monte Fuji. Cada gravura mostra a mesma montanha de uma perspectiva diferente: sob neve, sob nuvens, sob chuva, através de ondas, atrás de pescadores, acima de arrozais, entre pinheiros. O Fuji é a constante. Tudo ao redor muda.
A primeira gravura da série — A Grande Onda de Kanagawa — se tornou possivelmente a imagem mais reproduzida da história da arte. Um muro de água se curva sobre barcos de pesca enquanto o Fuji, minúsculo e calmo, observa ao fundo. Hokusai usou azul da Prússia — um pigmento sintético importado da Europa — para criar o tom que definiu toda a série. A gravura influenciou Monet, Van Gogh, Debussy, Klimt. O ukiyo-e japonês cruzou o oceano e reformulou a arte europeia.
A descrição da MP9 Mount Fuji diz: "The painting is used as a pattern, so each weapon may appear different." Cada skin é diferente. Cada pattern seed posiciona a pintura de forma única na superfície da arma — o sol em posições diferentes, as nuvens em formações diferentes, as cores em gradientes diferentes. É o princípio de Hokusai aplicado a uma submetralhadora suíça: a mesma montanha, infinitas vistas.
A última erupção do Fuji aconteceu em 16 de dezembro de 1707 — a erupção Hōei. Liberou 800 milhões de metros cúbicos de cinza vulcânica, que alcançaram Edo (atual Tóquio), a cem quilômetros de distância. Foi a maior erupção dos últimos oito mil anos. Desde então — mais de trezentos anos — o vulcão está adormecido. Não extinto: adormecido. Geólogos o classificam como ativo. A câmara magmática existe. A pressão se acumula. A questão não é se o Fuji vai entrar em erupção, mas quando.
A MP9 retrata o Fuji ao amanhecer — o momento mais calmo, mais silencioso, mais bonito. O sol vermelho subindo atrás da silhueta cônica. É a imagem que cartões-postais vendem, que turistas fotografam, que artistas pintam há séculos. Mas sob essa silhueta perfeita há um vulcão que dormiu por 317 anos e que, quando acordar, vai cobrir Tóquio de cinza. A beleza do Fuji é inseparável da ameaça. A montanha sagrada é também a montanha que pode destruir a maior área metropolitana do mundo.
"The red sun rises." Sol vermelho. No Japão, é identidade nacional — a Hinomaru, o disco vermelho sobre fundo branco. No folclore marítimo, é aviso: "Red sky at morning, sailor take warning." E em Tolkien, Legolas olha o horizonte e diz a mesma frase com uma adição sombria: "A red sun rises. Blood has been spilled this night." O sol vermelho é, simultaneamente, nascimento e prenúncio. A MP9 Mount Fuji carrega os dois.
A MP9 Wild Lily carrega flores sobre aço e pede que você cheire a cordite em vez das rosas. A Mount Fuji carrega uma montanha inteira sobre aço e pede que você olhe para o horizonte. As duas skins transformam a MP9 — a SMG mais barata do lado CT, $1.250, a arma do anti-eco e da segunda rodada — em algo que transcende a função.
Khan e puchara pintaram em acrílico o mesmo objeto que Hokusai gravou em madeira duzentos anos atrás. E como Hokusai, entregaram não uma imagem — mas um sistema de imagens. Cada pattern seed é uma das infinitas vistas do Monte Fuji, nenhuma igual à outra, todas mostrando a mesma montanha que esteve lá antes de qualquer artista e que estará lá depois de todos eles. O sol vermelho se levanta sobre o Fuji todas as manhãs há centenas de milhares de anos. A montanha não precisa de nenhuma skin para ser sagrada. Mas a skin, em acrílico sobre polímero suíço, preserva o amanhecer específico que khan e puchara viram — e cada pattern seed o mostra de um ângulo que Hokusai nunca pintou.
