
Métricas de mercado agregadas de todas as condições
Começa em MW (Sem Nova de Fábrica)Termina em WW (Sem Veterana)
Em 2016, quando a Luminosity Gaming conquistou o primeiro Major brasileiro em Columbus, FalleN segurava uma AWP Redline. Quando o time virou SK Gaming e venceu Cologne no mesmo ano, a mesma AWP estava lá. Quando ele trocou para MIBR, depois Liquid, depois Imperial, e finalmente FURIA, uma constante permaneceu: aquela AWP Redline.
Em março de 2023, FalleN postou no X: "Vendo AWP redline com 190k kills por motivos de dificuldade financeira." Era uma piada, claro. Mas o número não era. Quase duzentas mil eliminações registradas no StatTrak. Uma arma que viu dois títulos de Major, incontáveis torneios, e a ascensão e queda de uma era dourada do Counter-Strike brasileiro.
A Redline não é uma skin de guerra. É uma skin de velocidade.
EmKay, o designer por trás da criação, desenhou algo que parece mais um carro de Fórmula 1 do que um rifle de precisão. O corpo usa uma textura hidrográfica que imita fibra de carbono. A coronha e o scope são pintados de preto sólido. E cortando tudo isso, linhas vermelhas onduladas que evocam as faixas de um carro de corrida.
O nome "Redline" vem do vocabulário automotivo. "Redlining" é quando você empurra o motor até o limite máximo de rotações, a zona vermelha do tacômetro. O flavor text confirma a intenção: "Never be afraid to push it to the limit." Não tenha medo de ir ao limite.
É uma filosofia que combina perfeitamente com o estilo de jogo de um AWPer agressivo.
A AWP Redline foi lançada em 18 de dezembro de 2013, como parte do Winter Offensive Weapon Case. Essa update foi histórica: marcou a primeira grande adição de skins da comunidade ao jogo, estabelecendo o modelo de Workshop que definiria a economia do CS:GO por uma década.
A skin veio na raridade Classified, com um float que varia de 0.10 a 0.40. Isso significa que ela existe apenas em quatro estados: Minimal Wear, Field-Tested, Well-Worn e Battle-Scarred. Nem Factory New nem Battle-Scarred extremo estão disponíveis. O design foi criado para parecer levemente usado mesmo no melhor estado, uma escolha estética que reforça a narrativa de uma arma de corrida que já viu muitas pistas.
A AWP foi apenas o começo. Dois meses depois, em fevereiro de 2014, EmKay lançou a versão para AK-47.
| Arma | Data de Lançamento | Coleção |
|---|---|---|
| AWP Redline | 18 Dez 2013 | Winter Offensive |
| AK-47 Redline | 20 Fev 2014 | Operation Phoenix |
Por anos, a comunidade pediu mais armas na família. Uma M4A1-S Redline. Uma Desert Eagle Redline. Uma USP-S Redline. Mas EmKay manteve a linha restrita a apenas duas armas, as mais icônicas do arsenal terrorista.
Em 2024, EmKay revelou um "CS2 Rework" da Redline, uma versão atualizada que troca as linhas vermelhas por laranjas e moderniza as texturas para o novo motor gráfico. O designer confirmou planos de criar uma versão AK-47 do novo design, permitindo que jogadores do lado T tenham rifles combinando.
A combinação de cores da Redline, preto com detalhes vermelhos, criou uma sinergia estética acidental com um dos stickers mais valiosos da história do Counter-Strike: o iBUYPOWER Katowice 2014.
O sticker, lançado em março de 2014, apresenta o logo da organização norte-americana em vermelho vibrante. Quando aplicado no scope de uma AWP Redline, as cores se complementam de forma quase proposital. O vermelho do sticker se funde com as linhas vermelhas da skin. O fundo preto do logo desaparece no corpo de fibra de carbono.
Essa harmonia visual transformou a AK-47 Redline com quatro iBUYPOWER Holos em um dos crafts mais icônicos e valiosos do jogo. Das quase cinquenta AK-47s que carregam quatro desses stickers, a maioria é Redline. É fácil entender por quê: nenhuma outra skin faz o vermelho do iBUYPOWER parecer tão natural.
O que torna a AWP Redline de FalleN especial não são apenas os números. São os stickers que contam sua história.
No scope, um sticker da Team Liquid de Londres 2018. No corpo, um holo da Luminosity Gaming do MLG Columbus 2016. Mais abaixo, SK Gaming de Atlanta 2017. E por fim, MIBR de Katowice 2019. Cada adesivo marca uma era, um time, um capítulo da carreira de um dos maiores AWPers da história.
Quando o contador de StatTrak passava por momentos históricos, eram lendas do cenário competitivo caindo do outro lado. AdreN, s1mple, device, ZywOo. Cada kill registrada é um fragmento de história do Counter-Strike competitivo.
FalleN não é o único profissional que usa a Redline. Device e fnx também são conhecidos por carregar essa skin. Mas nenhuma outra AWP Redline no mundo carrega a mesma bagagem histórica. Ela viajou por mais de uma década de competições, dois títulos de Major, e a transformação completa do cenário brasileiro.
A AWP Redline tem uma popularidade de 95% no CS2, fazendo dela uma das skins mais usadas do jogo. Parte disso é acessibilidade: ela nunca foi cara demais para a maioria dos jogadores. Parte é estética: o design de fibra de carbono e linhas vermelhas envelhece bem, parecendo tão moderno hoje quanto em 2013.
Mas há algo mais. A Redline representa uma era do Counter-Strike. Ela foi lançada quando o Arms Deal tinha menos de três meses, quando skins ainda eram novidade, quando ninguém imaginava que itens digitais valeriam fortunas. Jogar com uma Redline é carregar um pedaço dessa história.
EmKay criou uma skin de corrida para um rifle de precisão. O paradoxo faz sentido: AWPers precisam de reflexos rápidos, decisões em frações de segundo, a confiança de ir ao limite. "Never be afraid to push it to the limit" não é apenas um flavor text. É uma filosofia de jogo.
Quando FalleN segura aquela AWP Redline, ele carrega mais do que uma skin bonita. Carrega uma linha do tempo do Counter-Strike brasileiro. Cada sticker é um capítulo. Cada kill no StatTrak é uma página. E a história ainda não acabou.
A mesma arma que viu os primeiros Majors brasileiros ainda está lá, acumulando eliminações, escrevendo novos capítulos. Quase 200 mil e contando.
