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Termina em WW (Sem Veterana)
Em 1978, um inventor chamado E. Bryant Crutchfield criou algo revolucionário para estudantes americanos: o Trapper Keeper. Uma pasta escolar com fechamento de velcro e designs neon que gritavam individualidade. Para uma geração criada nos anos 80, esse objeto era mais que material escolar. Era uma declaração de identidade, coberta de padrões abstratos em cores impossíveis: magenta, ciano, roxo elétrico.
Trinta e sete anos depois, em março de 2015, dois designers olharam para essa estética e perguntaram: e se uma arma pudesse capturar aquela nostalgia neon?
O flavor text da MAC-10 Neon Rider não deixa dúvidas: "One part firearm, two parts Trapper Keeper." É a confissão de que essa skin existe em algum lugar entre o arsenal tático e a papelaria fluorescente de uma geração perdida.
A MAC-10 Neon Rider foi a primeira skin de uma coleção que se tornaria lendária. Criada por Puffin e Shin Rigman do Red Moon Workshop, ela marcou a estreia do coletivo no universo do CS:GO Workshop. Para os criadores, essa skin sempre foi especial — era o começo de tudo.
Red Moon Workshop é um grupo de artistas dedicado a criar itens para os workshops do Dota 2 e CS:GO. Mas foi o Neon Rider que definiu sua identidade. O sucesso foi tamanho que, anos depois, a parceria com a SteelSeries levaria o design para fora do jogo, em uma coleção limitada de periféricos que esgotou rapidamente.
A skin foi aceita na Chroma 2 Case em 15 de abril de 2015, junto com a atualização "Chromatic Scale". Era uma época em que o CS:GO experimentava com designs mais ousados — a mesma case trouxe a M4A1-S Hyper Beast, outra skin que desafiava conceitos tradicionais de como uma arma virtual deveria parecer.
O que começou como uma skin evoluiu para algo maior. Red Moon Workshop construiu um universo narrativo completo ao redor do personagem central: o motoqueiro neon que decora cada arma da série.
A história se passa em Neo Metropolis, uma cidade banhada em luzes de neon e encharcada de violência. "5 years ago the Neon Rider started his rampage. 5 years later, he's back for Vengeance." A cidade grita por justiça, e ela será entregue com uma vingança que abalará Neo Metropolis até seu núcleo.
O lema da coleção resume a saga: "One Rider Falls, Another Rider Rises." Quando o protagonista original foi abatido no terceiro capítulo da história, um indivíduo misterioso surgiu para continuar sua missão. A narrativa atravessa múltiplas armas:
| Arma | Case | Capítulo |
|---|---|---|
| MAC-10 Neon Rider | Chroma 2 | Origem |
| AK-47 Neon Rider | Horizon | Vingança |
| P90 Neon Rider III | Workshop | Bad Blood |
Cada skin adiciona camadas à história. A MAC-10 é onde tudo começou — a introdução ao motoqueiro misterioso e sua cruzada pelas ruas neon de uma cidade sem lei.
Quando um comentarista da comunidade observou que a Neon Rider parecia "inspirada em Hotline Miami", não estava errado. Ambas bebem da mesma fonte: o synthwave.
Synthwave (também chamado retrowave ou futuresynth) emergiu nos anos 2000 como um gênero musical que olhava para trás enquanto imaginava um futuro que nunca existiu. A estética visual que acompanha o gênero é inconfundível: neons em magenta e ciano, paisagens futuristas, carros esportivos dos anos 80, sóis eternamente se pondo no horizonte.
Hotline Miami, lançado em 2012, cristalizou essa estética para jogadores. O filme Drive de 2011 fez o mesmo para cinéfilos. Stranger Things completou o ciclo para o público geral. E no meio de tudo isso, a MAC-10 Neon Rider surfou a mesma onda, trazendo para o Counter-Strike uma paleta de cores que parecia saída diretamente de um arcade de 1986.
A escolha de cores não é acidental. Magenta, ciano e roxo formam a trindade do synthwave — as cores que definem um gênero inteiro de nostalgia por um passado reimaginado.
A MAC-10 real tem sua própria história de cultura pop. Projetada por Gordon Ingram em 1964, ela se tornou sinônimo de ação em Hollywood durante os anos 70 e 80. John Wayne a empunhou em McQ (1974). Miami Vice a imortalizou para uma geração. Era a arma dos personagens que operavam nas sombras, compacta o suficiente para esconder, rápida o suficiente para dominar.
A Military Armament Corporation, que deu nome à arma (MAC-10 = Military Armament Corporation Model 10), foi fundada em 1970 por Ingram e Mitchell WerBell III, um ex-agente da CIA. A arma foi projetada para operações especiais e encontrou uso limitado no Vietnã com unidades da CIA e Navy SEALs.
O que torna a MAC-10 perfeita para a estética Neon Rider é justamente esse pedigree de ação dos anos 80. Era a arma que aparecia quando coisas explodiam em Miami, quando perseguições terminavam em tiroteios, quando a noite caía e as luzes neon acendiam. Uma simbiose perfeita entre forma e função temática.
Em maio de 2020, a SteelSeries anunciou uma parceria sem precedentes com o Red Moon Workshop. O Neon Rider sairia das telas para se tornar uma linha de periféricos de edição limitada.
A coleção incluiu:
Todos os produtos esgotaram. Para uma skin que começou como uma submissão ao Workshop em 2015, era a validação definitiva. O Neon Rider havia transcendido o jogo que o criou.
A MAC-10 Neon Rider estabeleceu um template. Mostrou que skins de CS:GO podiam ser mais que texturas bonitas — podiam ser portas de entrada para universos narrativos completos, para colaborações com fabricantes de hardware, para um tipo de worldbuilding que poucos esperavam de um jogo de tiro tático.
Com float variando de 0.00 a 0.45, a skin está disponível em Factory New, Minimal Wear, Field-Tested e Well-Worn. A raridade Covert significa uma chance de drop de apenas 0.64% — para cada 156 caixas abertas, estatisticamente apenas uma conterá essa skin.
A Chroma 2 Case também introduziu os acabamentos Doppler e Marble Fade para facas, tornando-se uma das caixas mais icônicas da história do jogo. Mas enquanto as facas representavam o luxo, a MAC-10 Neon Rider representava algo diferente: a cultura.
A MAC-10 Neon Rider é uma cápsula do tempo. Ela captura um momento em que nostalgia pelos anos 80 se tornou moeda cultural, quando synthwave dominava playlists e Stranger Things redefinia o que significava ser retro. Puffin e Shin Rigman canalizaram esse zeitgeist em uma skin que continua relevante uma década depois.
"One part firearm, two parts Trapper Keeper." O flavor text é ao mesmo tempo uma piada e uma declaração de princípios. Essa skin não tenta ser séria. Ela abraça o absurdo de cobrir uma submetralhadora com a estética de material escolar dos anos 80 e, de alguma forma, faz isso funcionar.
Em Neo Metropolis, a noite nunca termina e as luzes neon nunca apagam. O Rider original pode ter caído, mas seu legado continua — em cada ronda, em cada eliminação, em cada flash de magenta e ciano que atravessa a tela. A saga começou aqui, com uma MAC-10 que parecia mais pasta escolar que arma de guerra.
E a comunidade nunca mais foi a mesma.
